No Dia Internacional da Enfermagem, profissionais ganham homenagens pela luta contra a pandemia
Nós reunimos algumas mensagens de apoio para criar uma corrente de amor aos profissionais da linha de frente ao combate a Covid-19

Profissionais recebem mensagens de carinho no Dia Internacional da Enfermagem (Foto: Getty Images)
O mundo continua lutando de forma agressiva contra a pandemia do coronavírus, que já causou a morte de mais de 286 mil pessoas desde o final do ano passado. Nesta terça-feira (12.05), em pleno pico da doença no Brasil, é comemorado o Dia Internacional da Enfermagem, a classe de profissionais mais afetada diante da situação que o mundo vive atualmente. Diariamente esses profissionais arriscam a própria vida na linha de frente dos atendimentos na tentativa de salvar o maior número de pessoas e confortar aqueles que seguem na luta contra o Covid-19. Usando máscaras, luvas e todo o amor no coração, muitos deles abdicaram dos filhos, das famílias e do conforto de uma noite bem dormida para ajudar quem precisa.
"É mais do que uma profissão, é uma vocação, uma dedicação. Neste tempo de pandemia deram exemplo de heroísmo e alguns deram a vida", disse o Papa Francisco ao escrever uma homenagem aos enfermeiros do mundo tudo.

Para homenagear esses profissionais, reunimos mensagens do mundo todo criando uma rede de amor e conforto para quem passa plantões intermináveis à frente dos atendimentos dos mais de 4 milhões de infectados notificados pelo mundo.
"Parabéns a todos os profissionais de Enfermagem!! Hoje é o nosso dia!! Que possamos ter boas condições de trabalho para fazer o nosso melhor àqueles que precisam!", pediu a enfermeira Cristina Lemos, do Rio de Janeiro.
"O amor é fundamental e o conhecimento é imprescindível. 12 de Maio, há quantos anos comemoro essa data sendo estudante? Nem sei mais. O importante é que a cada dia, falta menos para eu comemorar como profissional. E ninguém vai me parar!", comemorou a estudante Bárbara Jales.
"Hoje o dia é meu e de vários amigos, mas eu venho fazer um pedido a você, sim, você. Quero que saiba que nos últimos meses vi pessoas queridíssimas se afastando do trabalho com covid-19. Colegas dedicados falecendo por covid-19. A maioria se afastando de filhos, cônjuges, pais, por estarem na linha de frente cuidando de pessoas adoecidas e com receio de contaminar seus familiares. Familiares de pacientes desolados porque perderam seus entes queridos. Não é neurose, não é gripezinha e não está indo embora. Não espere ser um ente querido seu pra dar importância! São mais de 11 mil mortos! Não espere um ente querido seu precisar de respirador e não ter porque o sistema de saúde está em colapso (agora mais do que nunca)! Respeite o distanciamento social e fique em casa. Por você e por nós", pediu a enfermeira Jaqueline Pinel.
"Hoje é o Dia da Enfermagem, a profissão que me escolheu .Em meio às homenagens, renovo a alegria de ser enfermeiro. Em meio ao cuidado, renovo minha vocação. Que depois dos dias de luta na UTI Covid-19, venham os dias de glória e cura", disse a enfermeira Adriana Kirley
Amanda Sanchez comenta sobre volta às ruas após 55 dias de confinamento, em Paris
Modelo de prova da Chanel há 19 anos, a brasileira comenta em vídeo como está retomando à rotina na cidade francesa

Paris retoma parcialmente as suas atividades essa semana e Amanda Sanchez, brasileira que há 19 anos é modelo de prova da Chanel, está de volta ao 31 rue Cambon, o icônico endereço onde funciona o ateliê da maison francesa.
"É uma alegria imensa poder sair de casa e voltar ao trabalho após 55 dias de confinamento [devido à pandemia do coronavírus]", contou.
E continuou: "Pelas ruas, vejo que as pessoas estão respeitando as normas de segurança: vou para o trabalho a pé, estou evitando pegar o transporte público e uso máscara mesmo que não seja obrigatório. Observo que 80% das pessoas estão de máscara também e respeitando uma distância de pelo menos 1 metro entre elas. Sou muito otimista e espero que em breve restaurantes possam ser reabertos. É uma alegia imensa retomar a vida, que sabemos que será diferente, mas vamos reaprender a viver".
Como as ações contra o coronavírus da Bulgari refletem a relação da joalheria com a cultura italiana
Para marcas de moda e luxo, o novo coronavírus ressignificou linhas de fornecimento, produção e posicionamento ético. Na Itália, um dos países mais afetados pela pandemia, a Bulgari se comprometeu com o auxílio à pesquisa e produção de álcool-gel, num gesto de gratidão ao seu país de origem e grande fonte de inspiração
3 de fevereiro de 2020, dia 34 da crise instalada no mundo em decorrência do novo coronavírus. Em Roma, no Hospital Lazzaro Spallanzani, as cientistas Maria Rosaria Capobianchi, Francesca Colavita e Concetta Castilletti faziam o sequenciamento genético do vírus, menos de 48 horas depois de o primeiro caso ser detectado na Itália. Naquele momento, parecia exagero ou cena de ficção científica distópica imaginar que o país que foi pioneiro em mapear o vírus na Europa seria também o primeiro do mundo a entrar em lockdown.

Na mesma semana, durante um lançamento de coleção em Nova York, às vésperas da primeira temporada de moda da década, Jean-Christophe Babin, CEO da Bulgari, anunciava uma doação justamente para o hospital. Os fundos permitiram a compra de um equipamento microscópico 3D de alta definição para o estudo da doença – e para o possível desenvolvimento de uma vacina. A doação da Bulgari não foi um caso isolado. A pandemia, que afetou o mercado de luxo de forma particular – quase 40% dos consumidores do setor estão na China e o travel retail é fonte significativa das vendas para muitas grifes europeias –, levou conglomerados como LVMH, Kering e Versace a fazerem contribuições milionárias.

O time feminino de cientistas do hospital Lazaro Spallanzini com Lelio Gavazza (esq.), presidente-executivo de vendas e varejo da Bulgari, e Jean-Christophe Babin (dir.), CEO da joalheira, com o novo equipamento microscópico (Foto: Divulgação)
“É uma missão de cidadãos responsáveis e empresas como a Bulgari retribuir à sociedade”, disse Jean-Christophe Babin, em fevereiro, quando anunciou o auxílio. Em uma segunda investida, a marca também se comprometeu a produzir 6 mil unidades de álcool-gel por dia nas fábricas em que antes eram feitos seus perfumes.
Made in Italy
O gesto de retribuição à comunidade já faz parte da história da marca, e é mais um episódio da longa relação simbiótica entre a Bulgari e a Itália. Estabelecida em Roma em 1884, a joalheria se tornou não apenas protagonista econômica, como também instituição cultural do país e protetora de seu patrimônio. A icônica loja da Via dei Condotti, por exemplo – a preferida das estrelas que passavam pela Cine Città, como Elizabeth Taylor e Sophia Loren –, foi ponto de referência da vanguarda do cinema italiano nas décadas de 50 e 60.

Os laboratórios da ICR, empresa com quem a Bulgari tem parceria na produção de perfumes, agora produzem álcool-gel para os hospitais italianos (Foto: Divulgação)
Em Roma, as evidências do vínculo entre a joalheria e a cidade estão por toda parte. Em 2016, a grife financiou a renovação da famosa escadaria da Piazza di Spagna. No ano passado, anunciou que bancaria a preservação de parte do sítio arqueológico Largo di Torre Argentina, onde estão as ruínas de quatro templos romanos e do teatro de Pompeia, o primeiro da cidade na Antiguidade. Dessa vez, o esforço é para a ciência. A atitude da marca ajudará o país a guardar o que tem de mais valioso: sua gente.


